PREFÁCIO
E eis que surge um novo contista e tenho a felicidade de presenciar seus primeiros passos, suas inseguranças, seus meandros incertos e, melhor de tudo, angariar de sua confiança, adentrar em seu baú criativo e ler seus originais em primeira mão. Às vezes, ousei dar meus pitacos… Outras, deleitei-me com suas (re)correntes prateadas tal como um Sherazade narrando histórias que cativa a atenção desse humilde rei sem coroa que, ora, apresenta essa obra…
Sua escrita é fluente, por vezes, desconcertante pois faz do banal o excelso, do jogo de palavras um corrosivo tema bruxuleante, do nada um pequeno tudo e da vontade de acertar uma longa caminhada a ser trilhada.
Como não enaltecer as admiráveis prosas poéticas (A chuva bate no telhado, lambendo o vidro na janela de meu quarto fazendo um barulhinho agradável, dando até para sentir a presença da umidade no ar, da mudança repentina do clima. — do conto Ficarei Em Casa) ou os telúricos mecanismos dos contos O Mais Puro Azul e Crianças, Obrigado! e as pertinentes denúncias sociais ou as inquietações filosóficas deste(quase) imberbe escritor presentes em: Lágrimas Geladas, Quebra-Cabeça e do comovente Quando o Pai Chora…
E eis que surge um novo contista e teremos, a partir das próximas páginas, a felicidade de presenciar seus primeiros passos, digo, de revelar suas primeiras linhas…
Ulysses Rocha Filho
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http://www.bookess.com/read/3804-blocos-de-montar/.
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